terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O tempo passou...e eu nem vi!

Lembro-me como se fosse hoje, do primeiro dia em que nos reunimos. Estávamos ansiosas e cheias de expectativas sobre o novo ano letivo que estava começando. Não tínhamos a certeza de ter feito a escolha correta, ainda mais quando essa se tratava de abandonar todos os seus amigos e colegas para seguir um caminho novo e completamente diferente do que você havia vivido até aquele momento. Entrar na “nova” sala de aula, olhar para o lado e ver estampado no rosto de cada um daqueles desconhecidos um sentimento diferente. Sentar em seu lugar e se perguntar: - O que eu estou fazendo aqui? Viver manhãs intermináveis. E às vezes ter a sensação de que o sinal nunca tocava.
Com o tempo o medo e a angústia foram deixados de lado dando espaço a grandes amizades. Assim, acabamos por nos tornar um dos melhores primeiros anos que o colégio já teve (segundo alguns professores). A nossa jornada era longa e algumas acabaram por desistir no meio do caminho, a cada desistência uma tristeza. Mas mesmo assim arranjávamos forças para seguir em frente.
Então, em uma sala somente de meninas, acabamos por criar o nosso namorado imaginário. Quem não lembra do Francisco? O qual fazia parte até mesmo da lista de chamada, e por muitas vezes teve seu nome pronunciado em conselhos de classe como sendo o mais novo membro da turma.
O tempo passava rapidamente, e já no segundo ano a turma estava ainda menor, devido a reprovações e desistências. Nós fazíamos parte de uma grande família, compartilhávamos alegrias e tristezas, sorrisos e lágrimas e lutávamos por nossos ideais. Dessa vez, acabamos por nos tornar a turma que queria revolucionar a escola, que sempre reclamava de tudo e achava que tudo estava errado. E de fato estava. Mas mesmo assim acredito que esse tenha sido nosso melhor ano.
No terceiro e último ano, enfrentamos a desistência de mais uma colega devido a problemas familiares. As coisas já não eram mais tão fáceis, a pressão estava aumentando e não tínhamos mais a certeza de ter feito a escolha certa. As aulas já não estavam mais como antigamente e ainda tínhamos um pré - estágio pela frente, no qual algumas se realizaram e para outras foi frustrante como é o meu caso. Algumas de nós acabaram por se desentender e isso fez com que um clima pesado dominasse a turma. Sem dúvidas, já não éramos mais as mesmas, estávamos cansadas e completamente desanimadas com o que teria pela frente, fazendo com que aquela turma que foi considerada a melhor , se tornasse a pior e mais desanimada que o curso normal já teve.
Nossos caminhos agora se separaram, e o que era rotina se tornou passado. Não precisamos mais acordar cedo para ir ao colégio, nem mesmo ir em turno inverso para fazer as detestáveis práticas de ensino. Agora, devemos seguir nossos ideais e lutar por nossos sonhos, e quero que saibam que mesmo estando distante estarei torcendo por vocês!

Thainá Markoski


Curso Normal 2008 - 2009 - 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

Pecados Inocentes

Talvez, o erro tenha sido
Me apaixonar por você.
Acreditar em suas palavras.
Viver iludida por um amor
Que eu julgava ser verdadeiro.
Mas para você, não passou de
Uma simples brincadeira.
Eu fui sua vítima.
Vítima de suas mentiras,
E de seus pecados,
Talvez, simples pecados inocentes.
Mas que em mim,
Deixaram grandes marcas!

Thainá Markoski

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A cada passo...



A cada passo que dou,
Me deparo com um novo caminho.
Alguns desses caminhos me fazem sorrir,
Outros, me fazem chorar.
Alguns, me fazem cair,
Outros, conseguem me manter sempre de pé.
Alguns, me fazem sofrer,
Outros, me trazem felicidade.
Alguns, são iluminados e belos,
Outros, são escuros e feios.
Alguns, fazem com que eu me sinta bem.
Outros, fazem com que eu queira desaparecer.
Caminhos, que me trazem diversas emoções,
Mas ambos, tenho que seguir.
Pois, eles não são mais do que
Breves passagens, que
Estão aqui para me fortalecer.

Thainá Markoski

domingo, 5 de dezembro de 2010

A liberdade fala!

Difícil é viver tentando implantar
Verdades de uma vida que não é real.
Omitindo os fatos de si mesmo.
Escondendo as mágoas.
Andar sorrindo, mesmo quando
Não existem motivos para isso.
Tentar ser feliz, mas falhar
Em quase todas as tentativas.
Vasculhar seus próprios pensamentos,
E encontrar somente tristeza.
E a cada adeus...
Tantas coisas perdidas.
Esse mundo é tão confuso,
E ninguém pode te ajudar.
Perdida, no escuro...
Levanto o meu rosto e começo a lutar.

Thainá Markoski

sábado, 20 de novembro de 2010

Presa em pensamentos...

Tenho saudades dos tempos em que
Ao seu lado as tardes pareciam não passar.
E os outros pareciam não existir.
Tão iguais, tão humanos...
Tardes cheias de um grande vazio.
Muitas palavras ditas da boca para fora.
Cartas esquecidas sobre a mesa.
E você ainda me pede para apagar essas lembranças.
Me de motivos. Eu preciso de motivos
Concretos para fazer isso.
Você pode até não perceber,
Mas estou presa em seus pensamentos,
Gritando com todas as minhas forças,
E lutando por liberdade.
Mas seus olhos estão vendados,
O impedindo de me ver.
Você também tentou lutar,
Mas nós dois estamos presos.
Um no pensamento do outro.
Buscando forças para viver.

Thainá Markoski

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Die Niederlage!


Corra, fuja, vá para longe de mim.
Me deixe viver, eu quero viver, eu necessito viver
Sem você para me impedir de tentar,
De sorrir, de chorar...de ser feliz.
Você foi feito para me fazer sofrer,
Me humilhar, me deixar no chão.
E acabar com minha vida aos poucos,
Calma e dolorosamente.
De uma forma que eu não consiga resistir.
Você quer me fazer falar.
Você quer ouvir da minha boca
Em alto e bom som...
Quer que eu confesse ser uma derrotada.
Mas perca o que lhe resta de esperança.
Isso, à minha voz você nunca ouvirá.
Então, desista e me deixe viver,
Sem você, para tentar acabar com
Minha vida a cada dia!

Thainá Markoski

sábado, 9 de outubro de 2010

spiegel!

A penumbra da noite
Fez calar a sua voz.
O espelho no canto da sala
Reflete sua imagem.
Lágrimas brotam em seus olhos.
Alguém lhe fala em desistir.
Você precisa desistir.
Você é obrigada a desistir.
Você vai desistir...
Derrotada, deita na cama.
Você desistiu.
Não há mais nada a dizer.
A imagem do espelho
Tenta gritar.
Ela quer você,
Ela precisa de você,
Mas você não tem mais forças.
A alma negra se aproxima e
Toca sua mão de leve.
Comemorando a vitória.
A imagem se desespera.
-Não!
O silêncio é corrompido
Por um grito.
Você acorda assustada,
Sua alma está dando
Espaço para outra.
Você luta para vencer.
Você quer vencer.
Você precisa vencer.
Num estalo,
O espelho é quebrado.
A penumbra se foi.
A alma negra é derrotada.
E você venceu!

Thainá Markoski

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Desabafo!

Eu queria pegar a mochila e a câmera
E sair por ai...
Passar a noite em uma praia deserta.
Explorar novos horizontes.
Esvaziar a mente e ficar longe de preocupações.
Deixar de lado essa cidade.
Olhar para frente sem esperanças de voltar.
Ficar longe de toda essa gente,
Que por algum motivo
Acha que é melhor do que alguém.
Pensar apenas no futuro, viver o presente
E esquecer o passado.
Deixar essa vida de lado,
E apenas andar sem destino ou direção,
Sem pensar no que irão pensar de mim.
Eu quero mais é ser feliz,
E ter história pra contar!

Thainá Markoski

domingo, 29 de agosto de 2010

Uma prévia do futuro!


Os sonhos nos fazem acreditar que as coisas
Que mais desejamos podem acontecer,
De forma simples e rápida.
Sem sofrimentos e sem quedas.
E a grande subida se torna pequena
Se olharmos para o tamanho da montanha.
Entretanto, quando acordamos,
Percebemos que as coisas não são
Como havíamos sonhado.
Que as quedas existem e que ainda,
Podem estar mais presentes em nossas vidas
Do que desejávamos.
Ou melhor, do que esperávamos,
Pois, acredito que quedas ninguém deseja,
Mas mesmo assim elas estão presentes
Em nossas vidas para nos fortalecer
E nos tornar em quem realmente somos.
Então, de que vale a pena sonhar?
Bem, digo que vale muito a pena.
Pois através deles, consigo ter esperança
De que um dia meus desejos
Poderão se realizar.

Thainá Markoski

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Uma folha!


Uma folha que o vento levou

E ela foi...

Suavemente pelo céu sem direção certa.

Acabou se atrapalhando, e caiu pela terra,

Ficou sozinha.

Passou momentos ali parada,

Em sua mente, ela estava certa de que

Havia sido abandonada,

E ali, permaneceria para sempre.

Veio a chuva, o sol e também outras folhas,

Mas ninguém lhe deu atenção,

Ou melhor, em perceberam a sua presença.

Dessa forma, suas esperanças chegaram ao fim.

E a pobre folha repetia silenciosamente:

-Ele não vai voltar.

E sem ele, nada mais lhe interessava nessa vida.

Aos poucos, ela foi enfraquecendo e secando.

O fim estava muito próximo.

Mas ele voltou, lhe dando forças para seguir.

A soprou pelos ares, e fez com que ela

Sentisse novamente o prazer de viver.

E assim ela seguiu para cumprir seu destino.

Thainá Markoski